Nujabes

 

Olá, fico muito feliz em vê-lo por aqui, seja bem-vindo. (ノ◕ヮ◕)ノ Acredito que nenhum outro gênero musical mais ocupou minha mente e meus ouvidos nesses últimos anos do que o LoFi. Quem nunca se deparou com a menina estudando enquanto escuta as batidas suaves, com melodias viajantes, que te colocam em um transe contemplativo, calmo e reflexivo... às vezes depressivo, mas iremos explorar esse lado em algum momento no futuro… prometo (=^•w•^=)


Mas acredito não ser o único a dizer isso, mas não conheço outro gênero em que a ‘’vibe’’ seja tão boa, a estética, a melodia, o ritmo.


De qualquer forma, é um gênero musical que se proliferou bastante e com uma pequena busca no Youtube dá para encontrar centenas de playlists dos mais diversos "aesthetic" para escutar.


Mas no meio de tantas produções independentes e que são inerentes ao gênero, é difícil encontrar algo que se destaque da multidão, por isso vou escrever sobre artistas que são bastante reconhecidos no gênero mas que, por serem de um nicho, talvez não sejam muito conhecidos e aproveitar para indicar indicar algumas de suas músicas.

ヽ(o^▽^o)ノ

Mas o que é Lo-Fi? 

Lo-Fi ou Low fidelity (baixa fidelidade) tem esse nome devido a simplicidade da sua produção, já que os predecessores do gênero eram artistas quebrados e que não podiam bancar grandes produções de estúdio eles gravavam suas músicas em equipamentos mais baratos, o que limitava muito a qualidade das gravações. Hoje esse tipo de efeito é bastante emulado pelos artistas que colocam algumas inserções nas músicas para simular características de equipamentos antigos como se fossem tocados de vitrolas antigas e descalibradas e geradores de efeitos, chiados e simuladores de agulha de toca-discos. Lo-fi representa um subgênero de música eletrônica que compartilha qualidades com a música downtempo, a cena chillwave e o hip-hop lo-fi. A música lo-fi mesclou elementos de house, jazz, audição fácil e batidas e samples de hip-hop com uma estética musical DIY que enfatizava a qualidade imperfeita e caseira das gravações analógicas. O resultado foi um áudio com uma vibe dos sonhos com um som retrô relaxado que muitos acharam ideal para música de fundo, especialmente para estudar.


Os gênios do Lo-Fi

Por ser um gênero musical de fácil produção, temos muitos artistas que desenvolvem diversas faixas ao redor da internet, e como dito anteriormente, com uma simples busca é possível encontrar centenas de músicas diferentes, por isso decidi aqui trazer recomendações de artistas e faixas que se destacam e que acredito valerem a atenção.

Nujabes



Quando se fala de lendas desconhecidas da música japonesa, poucas delas se destacam mais do que esse cara. Fundador de uma gravadora, proprietário de loja de discos e pioneiro do hip hop em Tóquio, é difícil imaginar como seria a cena hip hop do Japão sem suas contribuições. Seu nome real era Seba Jun,, no entanto, como apelido musical, ele adotou o nome Nujabes, que é apenas seu nome escrito ao contrário (estilo Alucard). Durante seus 20 anos, o jovem fanático por hip hop deixou sua marca na cena hip hop japonesa não apenas por meio de seus lançamentos, mas também por ser um empresário experiente. Ele era o proprietário de duas lojas de discos sediadas em Shibuya, T Records e Guinness Records, e em 1998 fundou a gravadora independente Hydeout Productions, que apresentava o mundo de lendas locais como Uyama Hiroto e talentos internacionais como Emancipator, como bem como seus próprios esforços. Durante sua carreira musical, ele trouxe muito do que estava acontecendo em Tóquio para o mundo do hip hop underground dos Estados Unidos e do Reino Unido através de colaborações com artistas americanos como Fat Jon (falaremos sobre ele no futuro) e CL Smooth (esse aqui também). Em 26 de fevereiro de 2010, Nujabes sofreu um acidente de trânsito ao sair da via expressa Shuto em Tóquio e faleceu pouco depois. No entanto, seu legado ainda vive, e ele é bem referenciado u.u.

O som de Nujabes

Embora em termos de influência do hip hop mega-mainstream, possa ser um pouco difícil definir onde Nujabes se senta, ao discutir a evolução da produção da música hip hop, ele definitivamente deixou sua marca, não importa o quão discreto tenha sido sua chegada. Um pioneiro da cena ‘chill hop’, Nujabes mesclou influências de jazz e bossa nova (olha nós aí, uhuu) para criar suas batidas de hip hop. Essa combinação da musicalidade do velho mundo com as ideologias mais avançadas do hip hop, produziu um mundo no qual uma mistura de atmosfera do velho estilo e novas fronteiras surgiram.


Uma de suas obras mais marcantes é a trilha sonora da série Samurai Champloo (amo, amo, AMO esse anime…e simmmm, vou falar sobre animes aqui). Desenvolvida pelo estúdio de animação Manglobe, esta série foi uma mistura única de hip hop, rua e cultura do graffiti, mas com samurais vivendo na era feudal no Japão. Embora pareça uma combinação improvável, funcionou e se tornou um grande sucesso no estilo indie.


De qualquer forma, o Nujabes é aquele tipo de artista que ao se ouvir hoje você pensa, “Hum, não parece muito diferente do que os outros milhares que temos por aí…”, e realmente o seu estilo musical foi bastante emulado por outros artistas, porém ele já fazia isso nos anos 2000s, basicamente ele poderia dizer que quando chegou aqui tudo isso era mato.


Concluindo, esse foi o primeiro texto dessa série de postagens que eu pretendo fazer sobre músicas, não sou um escritor experiente, na verdade não sou escritor “at all”, mas espero que com o tempo meu estilo e escrita vá melhorando. De qualquer forma obrigado pessoa que leu até aqui espero que tenha gostado, procure o samurai com cheiro de girassol e fique bem.

(づ。◕‿‿◕。)づ

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SEE YOU, SPACE COWBOY...

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